sábado, 21 de fevereiro de 2015

EFEITOS DA SUBLUXAÇÃO (DESALINHAMENTO ARTICULAR) SOBRE OS MÚSCULOS

A maneira que os músculos podem ser afetados quando há uma subluxação parece intrigar cada vez mais Quiropraxistas.

Não podemos simplificar afirmando que o músculo “relaxa” após o ajuste, pois enquanto alguns músculos, ou grupos musculares, diminuem o tônus, outros aumentam e isso não é estranho se entendermos como os músculos são afetados pela subluxação.

Observou-se que quando uma vértebra subluxa, os músculos reagem á ela, tanto os músculos cuja raiz afetada inerva, quanto aqueles que se originam ou inserem nesta vértebra.

Quanto aos músculos cuja raiz inerva, pesquisas indicam que ocorre hipertonicidade em conseqüência à inflamação próximo das raízes nervosas. Por sua vez, essa inflamação irrita as raízes e as deixa hiperestimuladas, diminuindo o limiar de excitabilidade.

Algumas técnicas valendo-se dessa alteração, desenvolveram testes e protocolos de avaliação para determinar quando e onde há subluxação.

Outra reação muscular à subluxação, ocorre na tentativa de corrigir o desalinhamento da vértebra. Quando uma vértebra subluxa, saindo de sua posição correta, os músculos que se fixam nesta vértebra, tentarão corrigir seu posicionamento.

Esse fenômeno ocorre devido ao estímulo de estiramento nos fusos e órgãos tendíneos de golgi dos músculos e tendões envolvidos. Eles fazem com que, “esticado”, o músculo contraia.

Quando uma vértebra subluxa, ela se fixa mal-posicionada, mesmo que poucos milímetros. Dessa forma os músculos não conseguem reposicioná-la, mas apresentam esse aumento de tonicidade, oferecendo mais uma ferramenta de análise para o Quiropraxista.

OS EFEITOS FISIOLÓGICOS DA MANIPULAÇÃO ARTICULAR – ALÍVIO DA DOR

Esta publicação abordará um pouco dos efeitos fisiológicos da Manipulação Articular, mas é importante que tanto os Quiropraxistas quanto os pacientes tenham em mente que o Ajuste tem o objetivo de remover a subluxação, e não de lidar com os sintomas que possam ser descritos aqui.

Alívio da dor

Um dos motivos de maior procura à Quiropraxia é a dor. Mas o por quê disso entenderemos a seguir.

Seja como for, para simplificar, pacientes que procuram a Quiropraxia, independente do motivo, relatam que sentem menos dores, tanto as dores relacionadas à condições patológicas (lombalgias, dorsalgias, ombralgias, etc.) como as dores relacionadas à condições fisiológicas (dores decorrentes à exercícios por exemplo).

Seguem alguns dados mais científicos:

Um pesquisador chamado Vincenzino comparou o efeito de analgesia da Manipulação articular com os efeitos da acupuntura, estimulação elétrica trans-cutânea e gelo.  Ele chegou à teoria de que o efeito de alívio da dor ocorre devido à um estímulo do núcleo cinzento periaquedutal dorsal, desencadeando uma inibição sistêmica da dor. Este mecanismo pode ser descrito como não opióide.

Em outro estudo, Vincenzino buscou avaliar a atividade simpática no cotovelo e mão através da mensuração da temperatura da pele e fluxo sanguíneo nas regiãos. Após as intervenções, apenas o grupo da manipulação demonstrou tanto analgesia quanto alterações autonômicas simpato-excitatórias (diminuição da temperatura da pele e fluxo sanguíneo). Estudos em animais confirmam que esta exata combinação de analgesia com essas alterações autonômicas simpato-excitatórias são creditadas ao núcleo cinzento periaquedutal dorsal. 

Esses achados colaboram com a teoria de Korr, que demonstra que a simpaticotonia é induzida pela disfunção vertebral e amenizada pela manipulação.

Outra pesquisa, desta vez elaborada por Glover, comparou os efeitos de alívio das dores lombares tratadas com manipulação com o alívio das tratadas com ondas curtas, utilizando como parâmetro a sensibilização dos neurônios dos cornos dorsais, subseqüente à dores mecânicas da coluna.

Esta sensibilização gerava diminuição do limiar de excitação que pôde ser monitorada pela aplicação de estímulos relativamente inócuos à pele e que foram percebidos como dolorosos.

A pesquisa demonstrou que a manipulação articular da coluna parece diminuir essa sensibilização.

Podemos dizer então que, ainda que pouco esclarecido o mecanismo pelo qual isto ocorre, é inegável que a manipulação articular (quando devidamente executada) desencadeia alívio de diferentes dores.



Bibliografia

Vernon H: Qualitative Review of Studies of Manipulation-induced Hypoalgesia. JMPT, 2000

terça-feira, 29 de julho de 2014

INDICAÇÕES DE QUIROPRAXIA SANTOS


Quiropraxia está diretamente relacionada com dores em geral, dores de cabeça, dores nas costas, dores provocadas pelo nervo ciático, enxaquecas, hérnia de disco, osteófitos (bicos-de-papagaio) e degenerações em geral. 
Os principais problemas tratados pela Quiropraxia são: hérnias de disco, protusões discais,estenoses, lombalgias e lombociatalgias, dores ciáticas (ciatalgias), cervicalgia e cervicobraquialgias, dores torácicas (dorsalgias), espondilólise e espondilolistese, artroses e degeneração discal (discopatias), cefaléias, Disfunções da ATM e Dor Orofacial, fibromialgia, alterações posturais (escolioses, hiper-lordoses, hiper-cifoses) e muito mais. 

Quiropraxia busca tratar a causa dos problemas e não os sintomas. Ela restaura as propriedades biomecânicas por meio de técnicas específicas de ajustamento articular (manipulações vertebrais ou articulares), permitindo que o sistema nervoso volte a funcionar adequadamente. Por isso, além de promover a saúde e qualidade de vida, a quiropraxia previne doenças.

Tração Cervical pode ser um excelente recurso terapêutico para dor de cabeça

Tração cervical computadorizada
(Hill Air Flex)


Frequentemente encontramos na avaliação funcional quiroprática (motion palpation) alterações biomecânicas (falhas de posicionamento) na região cervical superior e inferior (mais comum encontrá-las nas cervicais superiores do que inferiores.  

A patologia cervical envolve bloqueios de movimento (hipomobilidade) nos níveis de C1/C2 (Atlas/axis), C2/C3 e às vezes entre o occipto e C1 (Atlas).  

Fixações superiores cervicais (hipomobilidade articulações da coluna) são frequentemente encontradas na doença articular degenerativa ou protrusão do disco. Entretanto, observamos que isto pode ser corrigido ou reduzido por meio de tração dos segmentos cervicais na posição supina (decúbito dorsal).
Nos níveis C1/C2 (Atlas/axis), e C2/C3, as observações mais comuns são do lado esquerdo, acoplado de restrições flexão combinada, rotação e flexão lateral, ou alguma combinação desses movimentos testados.
Os achados mais comuns do lado direito são as restrições de anterior para posterior e extensão a nível C2/C3.
A reação dos níveis cervicais superiores pode resultar em dores de cabeça secundárias à irritação do nervo occipital maior. O lado da cabeça pode ser direita ou do lado esquerdo, ou podem envolver ambos os lados da cabeça e face .
Se estes níveis cervicais superiores forem ajustadas, pode haver redução ou eliminação das dores de cabeça, vertigens, entre outros.

  •  Se observarmos pacientes com patologia de disco cervical media e inferior envolvendo disco posterior, abaulamento, protusão ou hérnia, encontraremos uma tendência para o pescoço para flexão para a frente. Esta parece ser uma tentativa de reduzir a estenose criado por patologia discal. Doenças articulares degenereativas envolvendo desgaste do disco com o desenvolvimento de estenose no meio inferior da coluna cervical pode resultar na mesma tendência de flexionar a coluna vertebral cervical frente.
  • Se observarmos a doença articular degenerativa e patologia de disco, encontraremos uma tendência à extensão da coluna cervical superior, a fim de manter o nível de olhos e olhar para frente. Para fazer isso exige uma maior contração da musculatura cervical posterior, comprimindo as articulações da coluna cervical superior.  

tração ao nível da patologia e no occipital ajuda a reverter esse processo e retirar as restrições de inferior e superior. Entretanto, em casos graves, a dor vai piorar se a cabeça for forçada em menor tração cervical. Por isso, o cuidado deve ser usado para prevenir a extensão da cabeça.
A resposta a menor tração cervical pode ser leve, moderado ou significativo na criação de liberação para a parte superior bloqueios de movimento cervical. Quando dores de cabeça estão envolvidas, a tracção supina com o contato bilateral de mãos ao occipital e na cabeça também ajuda não só a liberar os bloqueios cervical superior, mas também para descomprimir diretamente o nervo occipital maior, fazendo com que haja a distração noa occipto/atlas e atlas/axis.

tração occipital também podem ser usados na ausência de dor de cabeça para liberar ou reduzir o bloqueio cervical superior.
Um ponto importante a ter em mente é que, na presença de patologia discal cervical inferior, ajustando cervical superior pode parecer adequado, mas em muitas dessas reações, bloqueios mecânicos da cervical superior podem ser removidas ou reduzidas com leve tração adequada. Em um percentual indeterminado de casos, o ajuste suave pode ser necessária, mas o ajuste bruto definitivamente poderia criar instabilidade cervical superior e irritar patologia cervical.

Quiropraxia no tratamento e prevenção da artrose


Artrose: uma “oxidação” articular: 
A artrose pode ser entendida como uma oxidação das articulações do corpo humano. Ocorre um acúmulo de sais de cálcio que pouco a pouco solidificam as articulações, tornando-as cada vez menos móveis e desencadeando sua deformação.

Prevenção: Artrose pode acometer não só as grandes articulações que suportam carga (joelhos e quadris), mas também as pequenas articulações. A articulações intervertebrais (coluna)  podem sofrer subluxações quefavorecem ao desenvolvimento da artrose.
Quanto menos mobilidade possui uma articulação, mais vulnerável ela é aos depósitos de cálcio.
Essa é a razão pela qual uma subluxação – desalinhamento vertebral – provocada por exemplo por um mau jeito ou uma queda, pode ser o primeiro passo dessa “oxidação” articular. Se a subluxação não se corrige a tempo, a articulação vertebral se solidifica aos poucos e acaba por deformar-se. Começam a surgir dores, a coluna começa a se encurvar: se envelhce antes do tempo.

Quiropraxia pode devolver a mobilidade articular, diminuir as dores e o consumo de medicamentos.
Em casos de artrose já estabelecida, o papel do quiropraxista consistirá em corrigir a má posição das articulações em questão, a fim de devolver uma maior mobilidade, evitando que o problema piore.

Quanto à prevenção, o papel doquiropraxista é primordial: detectar os desalinhamentos e os bloqueios vertebrais, devolver a mobilidade às articulações, evitando assim, que o processo de solidifcação se inicie. Com isso, os pacientes que recebem cuidados quiropráticos mantém-se mais flexíveis e dispostos, ou seja, mais jovens.